Com a chegada do frio, os nossos patudos sentem a mudança de temperatura, como nós também a sentimos, como a sente qualquer ser vivo. Assim, seria benéfico que protegessem o vosso animal de estimação, seja ele juvenil ou sénior, deste tempo de baixas temperaturas, para que este continue saudável por muitos e bons anos. Para tal, elaborámos uma lista de 7 dicas para protegerem o cão do frio.

Tosquiar de forma adequada ao Inverno.

       A maioria dos cães e gatos tem pêlo que os protege contra inúmeros aspectos da sua vida, inclusivamente do frio. O tipo de pêlo, a sua quantidade e tamanho influencia fortemente o frio que o cão sente, pelo que deve haver o cuidado na tosquia de respeitar e proteger o animal consoante o ambiente que o circunda. Enquanto que raças de pêlo comprido não devem ser tosquiadas até o pêlo ficar demasiado curto, as franjas das patas ou da zona do peito, por exemplo, devem ser tosquiadas para facilitar a limpeza.

Manter o pêlo limpo e escovado.

       É importante que o animal esteja devidamente escovado para renovação natural do pêlo que se alterna entre o tempo mais quente e mais frio. A par disso, deve estar limpo, por motivos de saúde e conforto, durante todo o ano, logicamente.

Secar o animal depois de apanhar chuva.

       Negligenciar a manutenção do pêlo fará com que o mesmo não consiga efectuar a sua função correctamente, pois pode provocar efeito estufa, acumulando humidade e sujidade no seu interior. Estando o animal molhado aumenta o risco de apanhar fungos e outras doenças, a par de aumentar o desconforto que o leva a coçar-se, o que pode originar feridas e outras complicações. Recomendamos então que se tenha uma toalha turca pronta a usar à entrada de casa. Caso pensem em dar banho a um cão de pêlo longo, sequem o pêlo com o secador. O pêlo molhado, ao invés de proteger o animal das baixas temperaturas, irá piorar, mantendo-o frio e molhado durante mais tempo.

Evitar mudanças bruscas de temperatura.

       Facilmente percebemos que evitando mudanças bruscas de temperatura, estamos a prevenir possíveis doenças que possam surgir na acção contrária. Neste sentido, quando derem banho ao vosso animal, percebam se a água está na temperatura ambiente, por exemplo. Usem mantas ou vestuário se for caso disso.

Usar acessórios para protecção da chuva.

       Já pensaram de certeza que é muito mais frequente verem cães pequenos vestidos nas ruas do que cães de grande porte. Ora aqui está uma razão simples de entender: a maioria dos cães que se encontram em apartamentos são cães de porte pequeno, pelo que estão mais sujeitos a mudanças drásticas de temperatura entre o passeio na rua e o aquecimento que encontram no lar. O uso de acessórios suaviza essa questão. Já os cães de grande porte costumam guardar casas, pelo que não sentem tanto as mudanças de temperatura. O porte em nada tem a ver com o frio que o animal possa sentir, mas sim o tipo de pêlo versus as condições climatéricas do local onde se encontra.
       Assim, é aconselhado o uso de agasalhos para que cães de casa não sintam tanto a diferença de temperatura, bem como de impermeáveis para a chuva, sendo que os mesmos devem ser retirados aquando da chegada ao lar.

Cuidar de cães que dormem ao ar livre.

       É importante que se perceba que não basta colocar uma casota no pátio ou na garagem para proteger o animal do frio, quando este dorme na rua. Há que ter em atenção que a maioria das casotas do mercado português visa proteger o animal da chuva e vento mais propriamente do que isolar do frio, pelo que devemos acrescentar mantas que ajudem a cuidar do animal.

Proporcionar um local acolhedor.

       Devemos proporcionar aos nossos patudos um local quente, seco e confortável, onde se possa aninhar para longas sestas. Deve-se evitar o uso em demasia de fontes de calor para não existir uma notória discrepância de temperatura, mas também se deve recorrer ao uso de mantas para auxiliar as noites fora de casa, se for caso disso.
       Em suma, é nesta altura do ano, principalmente, que é imperativo manter o pêlo do cão em condições ideais. Caso o cão seja ainda júnior ou se tiver mais de uma década ou sofrer de alguma doença respiratória ou cardíaca, devem existir cuidados ainda mais reforçados no Inverno, visto que estes animais têm as suas defesas pouco desenvolvidas, tendo maior risco de contrair doenças como a pneumonia ou bronquite que podem ser fatais.
       Caso tenham outras sugestões a fazer para melhorar a vida do cão nesta época de baixas temperaturas, não hesitem em partilhar. Este é um espaço nosso, para todos, de todos que visa melhorar ao máximo a vida da nossa família de quatro patas.
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